Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

Assembleia Distrital Eleitoral do BE Algarve


O Bloco de Esquerda no âmbito da sua Assembleia Distrital Eleitoral, realiza no próximo Sábado, dia 17 de Abril, às 15.00h, no Edifício Duarte Pacheco – Sala da Assembleia Municipal, em Loulé, uma conferência/debate que contará com a intervenção de Jack Soifer, consultor, autor de “COMO SAIR DA CRISE” e “ O FUTURO DO TURISMO”, e ainda colaborador em vários órgãos de comunicação social.

As respostas que importa assumir face à crise económica e social que a região vive, serão o tema desta iniciativa aberta a todos e todas que queiram participar, assistindo à conferência inicial de Jack Soifer e intervindo no debate que se seguirá.

O futuro exige que sejamos capazes de enfrentar as dificuldades e os desafios do presente. Importa pois diagnosticar, avaliar, decidir e executar.

O encerramento desta iniciativa contará com a presença da Deputada do BE eleita pelo Algarve na Assembleia da República, Cecília Honório.

Na Assembleia Distrital será eleita a nova Comissão Coordenadora Distrital do BE/Algarve, apresentando-se apenas uma lista concorrente sob o lema: “Uma Alternativa Socialista para o Algarve”.

Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

Cidadãos homenageiam árvores do concelho

Cidadãos de Loulé continuam indignados com o abate das tílias da Praça da República e no passado sábado, durante a manhã de mercado, desenvolveram uma acção simbólica de protesto em homenagem às 16 árvores abatidas e contra a sanha arboricida em todo o concelho. Diversos artistas plásticos executaram arranjos sobre os cepos das árvores e leram poemas consagrados sobre o valor da vegetação arbórea. Muitos outros munícipes e visitantes do concelho deixaram protestos escritos em livro de condolências. Ver mais aqui e aqui.

Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

Cidadãos entregam manifesto ao Presidente da República

No passado dia 27 de Março um conjunto de cidadãos, preocupado com o sucessivo abate de árvores no concelho de Loulé, entregou aos presidentes da República e da Câmara Municipal um manifesto contestando a falta de transparência e de responsabilidade educativa da autarquia louletana para com os seus munícipes. O Bloco de Esquerda, tal como afirmara em texto anterior aqui publicado, manifestou total solidariedade e apoio a esta acção cívica. A seguir, transcrevemos o manifesto distribuído pelos organizadores da iniciativa aos munícipes de Loulé:

Caro munícipe:

O movimento de cidadãos de Loulé pelas árvores do Concelho, do qual fazem parte representantes de diversos blogues locais e a associação Árvores de Portugal, apela a que a Câmara Municipal de Loulé (CML) torne públicos os relatórios técnicos que sustentam a decisão de abater árvores de forma recorrente, como tem ocorrido nos últimos anos, sem qualquer explicação.

É justo que os cidadãos deste concelho se questionem sobre a existência destes relatórios que, se existem e são tecnicamente inatacáveis, sustentariam intervenções recentes, como o corte de árvores em Loulé e em Quarteira ou a desastrosa rolagem da araucária do Convento do Espírito Santo, espécime monumental que marcava e definia o perfil da cidade.

Mais bizarro é todo o processo que conduziu ao abate de 16 tílias com cerca de 60 anos, na Praça da República. Sendo certo que uma empresa de arboricultura atestou a necessidade de abater 12 desses exemplares, cabe aos cidadãos de Loulé perguntar ao seu Presidente:

a) Por que motivo não esclareceram as pessoas e as prepararam para esta acção, realizada a bem da sua segurança?
b) Qual a justificação para não se optar por um abate faseado que permitisse salvar 4 das tílias que, do referido relatório, se infere não necessitarem de ser eliminadas?
c) Por que motivo se sonegou toda esta informação e se procedeu a uma intervenção apressada, abatendo todos os exemplares em menos de 36 horas, com o supremo mau gosto de o fazer coincidir com as celebrações do Dia da Árvore? Acaso a autarquia tem os seus munícipes em tão baixa consideração que os julgava incapazes de se indignarem com esta situação?

Muitas questões e poucas ou nenhumas explicações. Basta! As pessoas querem ser ouvidas e que as suas opiniões e sentimentos, face à cidade que amam, sejam consideradas por quem governa os destinos do concelho.

Se é tarde para corrigir os erros do passado, ainda vamos a tempo de evitar a sua repetição no futuro. Loulé e os louletanos exigem saber se amanhã, ao acordarem, as suas árvores ainda estarão de pé ou se cairão, ao som de uma motosserra, vítimas de um pecado que nunca chegarão a conhecer.

António Almeida, professor - Blogue "Sebastião"
Hélder Raimundo, professor - Blogue "Contra>senso"
João Martins, professor - Blogue "Movimento Apartidário da Cidade de Loulé"
Associação Árvores de Portugal